O abandono do discípulo

O abandono do discípulo
O abandono do discípulo

19 E, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, aonde quer que fores, eu te seguirei. 20 E disse Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça. 21 E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai. 22 Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos.
(Mateus 8:19-22)

Somos seres humanos, feitos de carne e osso. Seres desse mundo natural, com necessidades e dificuldades. Ser social que deseja aprovação da sua comunidade e progresso. E não se pode negar que o sucesso de uma pessoa está vinculado à sua capacidade de internalizar os valores passados por esta, de sua habilidade em conhecer as regras do jogo, de respeitá-las e de jogar, do qual depende o seu sucesso social.

Quem decide seguir a Cristo toma uma decisão dura, a de absorver, internalizar e viver pelos valores de Jesus. Consequentemente, o discípulo frequentemente entrará ou estará em conflito, pois o sistema de valores cristãos co-existe ao sistema mundano, mas praticamente sem nenhum ponto te intersecção.

Pode ser que você se sinta bem durante algum tempo em uma guerra, mas é impossível que você se sinta bem durante todo o tempo. Portanto, aquele que decide seguir a Cristo se sente muitas vezes solitário, carente, isolado e aflito.

Na metáfora das raposas e das aves que tem aonde repousar, Jesus nos alerta sobre o abandono do discípulo. Ser cristão implica em ser abandonado pelo mundo, pelo seu ambiente de trabalho, pelos seus amigos, por sua família e até por sua Igreja. Jesus mostra que o discípulo dificilmente receberá aprovação de alguém. Quando você se sentir cansado, não encontrará descanso. Quando se sentir desamparado, dificilmente alguém irá te ajudar. Quando se sentir carente, poucas pessoas te darão amor. E quando for injustiçado, ninguém te defenderá!

As vezes passa na nossa cabeça a ideia de, por causa disso, postergar a nossa entrada no Reino ou a nossa decisão de segui-lo. Mas Jesus nos alerta de que os mortos devem sepultar os mortos, ou seja, deixe os pagãos serem pagãos, mas nós devemos entrar imediatamente na batalha.

Apesar do abandono constante que sentimos em razão do mundo nos rejeitar, o que nos conforta é a promessa do Senhor: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições,mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33)

Autor: Juliano Henrique Delphino

Estude teologia na FTSA

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Página destinada a todos os que desejam conhecer mais sobre a vida cristã e o avanço do reino de Deus.

1 Comentário

  1. O abandono do discípulo.
    Bom artigo!
    Hoje vivenciamos um “evangelho neológico”, de acepção subjetiva, torcido, convenientemente para sustentação econômica e social. Para quem não almeja usá-lo em favor de si mesmo, o evangelho é sinônimo de derrota para o mundo e se o pregador tiver boa intenção, irá advertir o novo convertido para a sua decisão de derrota de si mesmo, porém o incentivará a alcançar a verdadeira vitória.
    João 12:25: Quem ama a sua vida não terá a vida verdadeira; mas quem não se apega à sua vida neste mundo, ganhará para sempre a vida verdadeira. Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

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