Sobre crença, tolice e incredulidade

Autor: Stuart M. Hook

Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem (Sl. 14:1).

As nossas ações são dependentes da nossa cosmovisão, ou seja, perspectiva do mundo, que por sua vez é dirigida por nossas crenças espirituais. É um fato de que uma das crenças religiosas que atualmente mais cresce no Brasil é o ateísmo.
O versículo acima nos permite enxergar o óbvio: o incrédulo é tolo, ele é simples e imprudente. Creio eu que o cético é chamado tolo neste versículo, não devido ao fato de que ele realmente tem menos capacidade intelectual do que um crente, mas, porque ele não está enxergando o fato extremamente claro que Jesus é nada menos do que Deus.
Todos nós conhecemos, pelo menos, um incrédulo. Talvez essa pessoa já experimentou ou, pelo menos, ponderou uma forma ou outra de cristianismo, e talvez ele já foi decepcionado na sua experiência. Devemos nos perguntar, então: com toda a energia e atividade das igrejas no Brasil, por que ainda há a presença significativa e crescente de um ateísmo forte?
A resposta desse enigma pode ser encontrada na qualidade de cristianismo que está sendo oferecido em algumas igrejas: um cristianismo superficial e carecendo de integridade. Contudo, qualquer exame honesto das implicações da nossa salvação nos apresenta a obrigação de pensar numa forma muita séria e madura sobre os nossos deveres como cristãos.
A nossa vocação não é para, apenas, oferecer o nome de Jesus para outros, mas também nos esforçar em nosso desenvolvimento espiritual e preparação teológica, para que possamos apresentar um cristianismo autêntico para o nosso próximo. De repente, é aparente que o verdadeiro tolo não é o incrédulo que não conhece Deus, mas o cristão analfabeto e irresponsável que não procura conhecer muito bem a sua própria religião.

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