Relacionamento entre líder e liderado

Autor: www.institutojetro.com.br




Vivemos em um tempo de poucos referenciais realmente dignos de serem imitados no que se refere ao relacionamento entre líderes e liderados. 
 
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade”. (Jo 17:17).

Vivemos em um tempo de poucos referenciais realmente dignos de serem imitados no que se refere ao relacionamento entre líderes e liderados. Quando olhamos para a igreja, percebemos muita disputa, contenda, divisões, e ressentimentos na caminhada da liderança evangélica. Mas como podemos reverter esse quadro?

Podemos buscar entendimento na Palavra de Deus, na revelação e toque do Espírito Santo. À medida que essa Palavra penetrar profundamente nossos corações com os padrões e princípios de Deus, mudanças ocorrerão e seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial. Assim, quero convidá-lo a observar comigo cinco lições sobre o relacionamento entre líder e liderado segundo a prática vivenciada por Jesus e os apóstolos.

1. Relacionamento de amor

Você está lembrado quem era chamado de discípulo a quem Jesus amava? Certamente veio em sua mente o nome de João, correto? Mas a segunda pergunta que faço é: quem disse isso? Se você parar de ler por um momento e refletir, é muito provável que tenha dificuldades em se lembrar. Pois aqui está uma grande surpresa. Quem falou isso foi o próprio discípulo. Confira lendo os textos Jo 13.23; 19.26; 20.2; 21.7, 20. Mas o que isso significa? João não era o único a quem Jesus amava, mas sua percepção do amor de Jesus era tão grande que o fez se identificar desse modo. Aqui temos a primeira lição. A base do relacionamento entre líder e liderado deve seguir o padrão do amor percebido entre Jesus e João.

2. Relacionamento

 CristrocêntricoVivemos dias de grande barateamento do evangelho. Muitos retiram das escrituras somente aquilo que traz bem-estar. É certo que Deus é bondoso e generoso, mas a essência do evangelho é tão somente Jesus Cristo. A pregação antropocêntrica (focada na pessoa) deve ser mudada para ter Jesus Cristo no centro. Seu amor, sua graça, sua vontade, seus planos, seu padrão de vida, sua santidade, enfim, devemos ter este eixo em nossa pregação e nosso relacionamento líder e liderado. O apóstolo Paulo dá grande ênfase neste foco ao desejar que Cristo seja formado em seus discípulos (Gl 4.19), pois afinal, podemos correr o risco de termos uma fé completamente vã se Jesus não for o centro (1 Co 15.17).

3. Relacionamento de fidelidade

O discurso corrente deste mundo moderno valoriza a individualidade ao extremo. “Minha” visão, “meu” chamamento, “minha” unção, são apenas algumas expressões que podem indicar o quanto estamos influenciados por essa mentalidade. Sigo “meu” líder somente até quando for conveniente, partindo para seguir “meu” caminho. A base bíblica do relacionamento deve ser a aliança. A atitude decorrente deve ser a fidelidade. Pois afinal somos nós, pelo Reino. Jesus valorizou o servo bom e fiel (Mt 25.21) pela obediência e cumprimento de suas orientações. Jesus requisita fidelidade, pois ele foi fiel em seu propósito. Assim também deve ser o relacionamento líder e liderado, como um só corpo e família.

4. Relacionamento de serviço

 Jesus deixou muito claro que, no padrão da Nova Aliança, o objetivo de líder era servir (Mt 20.26-28). O liderado deveria seguir esse padrão sempre servindo. Uma comunidade onde todos servem, ninguém passará necessidades de nenhuma natureza. Quando o líder ou o liderado exigem serviços para si, o relacionamento começa a complicar. A maior expressão da liberdade é servir sem a obrigação de fazê-lo (Gl 5.13). Se formos verdadeiramente livres, serviremos com alegria nos dons e talentos que recebemos de Deus. Se não servimos, precisamos de libertação em nossos corações.

5. Relacionamento de modelo de vida

Talvez nesta lição tenhamos o maior desafio de todos. Há muito já não se aceitam líderes que pregam com palavras conteúdos diferentes do que vivem. Alguém disse “não consigo ouvir o que você diz, pois suas atitudes falam mais alto”. O apóstolo Paulo desafiou e orientou seus liderados a imitarem seus procedimentos (2 Tm 3.10; 1 Co 4.16, 11.1). É assim mesmo. Nosso relacionamento transmite nosso modelo de vida. Não significa que o líder deva ser perfeito. Aliás, à medida que o liderado cresce espiritualmente, igualmente poderá influenciar seu líder nas áreas que consegue andar no padrão de Cristo. Nessa caminhada de imitação, ambos tem o maior modelo de todos: Jesus Cristo.

Ao observarmos essas lições, com nossos corações abertos, com a ministração do Espírito Santo, subiremos novos padrões nos relacionamentos líder e liderado. Deixe-se influenciar por essas verdades. Somente assim seremos mais felizes em nossa caminhada ministerial.

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1 Comentário

  1. Gostei tanto que que com a devida permissão vou compartilhar com os jovens da minha igreja. Deus abençoe!

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