O que Jesus ensinou sobre Batalha Espiritual

Autor: Paulo Henrique de Andrade e Pedro Antonio Sgarbosa

Jesus teve um grande confronto com o próprio diabo na tentação do deserto. Ocorreu imediatamente após seu batismo em água, a unção do Espírito Santo e o início de seu ministério público (Mt 4: 1 a 11). Ele derrotou o diabo pela Palavra de Deus.
Quando o diabo o deixou, de acordo com Lucas 4:13, Satanás sabia que novos confrontos iriam acontecer. “Tendo o diabo acabado toda a tentação, ausentou-se Dele até momento oportuno”. O “momento oportuno” aconteceu várias vezes durante o ministério de nosso Senhor na Terra.
Satanás tentou desacreditá-lo, tentou impedir o povo de crer, neutralizou seus discípulos, e tentou matá-lo prematuramente. Quando Jesus morreu, o diabo pensou que havia vencido o conflito contra Cristo e contra o plano salvador de Deus, mas ele estava errado.
Jesus alcançou vitória decisiva na cruz e no túmulo. A caminho desta vitória decisiva, Jesus teve confrontos com as potestades de satanás, manifestados no demonismo territorial; injustiças políticas e sociais na cultura, cegueira religiosa e fanatismo, depravação espiritual e moral; doença física e mental; possessão demoníaca de indivíduos.
Ele ensinou e pregou um evangelho redentor e de cura em todas estas situações. Realizou curas, libertação e salvação de maneira a servir como exemplo. Então, morreu na cruz para completar a cura, libertação e salvação, tornando-as disponíveis a todos.
Em seu ministério entre as pessoas, Jesus fez tudo o que anunciara como sua missão em Lucas 4:18.  Todos esses ministérios foram realizados sob a unção do Espírito Santo para restaurar a humanidade da depravação que satanás trouxe sobre ela (Atos 10:38)
Além de seu ministério redentor, houve duas outras áreas significativas onde Jesus entrou em conflito direto com o poder satânico. Eram elas: as curas físicas e as libertações da possessão demoníaca. Seu ministério de cura foi administrado a inumeráveis pessoas, pelo seu falar, por suas orações ou por seu toque. Jesus com freqüência relacionou a cura de uma pessoa às suas necessidades espirituais.
Na libertação de pessoas da possessão demoníaca, Jesus não usou encantamentos, mágicas ou rituais. Apenas falava e os demônios reconheciam seu senhorio, submetiam-se ao seu poder e deixavam as pessoas.
Os Evangelhos fornecem seis relatos nos quais Jesus libertou indivíduos da possessão demoníaca (com maiores detalhes).
· O endemoninhado na sinagoga (Marcos 1: 21 a 28)
· O endemoninhado gadareno (Marcos 5: 1 a 20)
· A filha da mulher siro-fenícia (Marcos 7: 24 a 30)
· O menino epilético (Marcos 9: 14 a 29)
· O endemoninhado mudo (Mateus 12:22) e além destes, Lucas 8:2 menciona a libertação de Maria Madalena a quem Jesus libertou da possessão de 7 demônios.

A tentação de Jesus

Antes dos confrontos citados acima, vamos analisar a questão da tentação de Jesus, assim perceberemos de maneira mais objetiva, a luta que se trava na mente, no coração, na consciência, nas emoções, nos desejos e no íntimo de cada um. Analisaremos o texto que se encontra em Mateus 4: 3 a 10, que fala sobre a tentação de Jesus no deserto:
“Então o tentador, aproximando-se, lhe disse: se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. Jesus, porém, respondeu: Está escrito: não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus. Então o diabo o levou à cidade santa, colocou-o sobre o pináculo do templo. E lhe disse: Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a Teu respeito; e, eles Te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra. Respondeu-lhe Jesus: Também está escrito: não tentarás o Senhor Teu Deus. Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e Lhe disse: Tudo isso Te darei se prostrado me adorares. Então Jesus Lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor Teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto”.
Neste texto, encontra-se o maior estratagema de indução da mente humana jamais concebido na história. As três tentações a que Jesus foi submetido como indivíduo, como pessoa, tem complexidade tremendas. De alguma forma, elas explicitam áreas de fragilidade individual que são comuns a todos os seres humanos. Nessas tentações são encontradas lutas, pressões, induções, questionamentos, perturbações que atingem a cada um de nós, nas circunstâncias e situações as mais diversas.
A primeira tentação é a de tentar absolutizar o desejo humano – essa tentação busca fazer do desejo humano a medida maior, a referência mais importante, em função da qual a vida pode ser orientada; essa tentação é a de dizer a si próprio que leis, princípios, regras e valores são menores que o próprio desejo, o qual não pode ser reprimido sob hipótese alguma. É isso que o diabo tenta fazer brotar no coração e na mente de Jesus, inicialmente:
“Então o tentador, aproximando-se, lhe disse: Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. (Mateus 4:3)
Em outras palavras o diabo estava lhe dizendo: “- Libera os desejos do teu corpo. Teu corpo quer; teu corpo sente; teu corpo precisa; teu corpo tem fome”.
O diabo não só absolutiza o desejo do corpo, mas o desejo da alma:
“Se és Filho de Deus, atira-Te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenarás a Teu respeito; e: eles Te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.”
Em outras palavras o diabo estava lhe dizendo:
“- Tu queres ser conhecido e notado? Pula do pináculo do Templo na hora em que houver o maior número de pessoas no átrio. Assim todos O verão, especialmente se uma legião de anjos se formar numa espécie de “para-quedas celestial, de modo que Tu desças de maneira triunfal”.
Há nessa afirmação um estímulo muito sutil. Área de satisfação da auto-estima, de auto-aceitação da própria personalidade.
Por último, o diabo absolutiza o desejo do espírito. O desejo de glória, de realização humana, de promoção, de deixar uma marca na história, de conquista:
“Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e lhe disse: tudo isso Te darei; se prostrado, me adorares.” (Lucas 4: 8 e 9)
A segunda tentação é a de tentar manipular o sagrado na vida humana. Isto é muito sério, porque se faz alusão ao poder de se operarem milagres: transformar pedras em pães. Há também a tentativa de manipulação do poder da promessa de Deus. A promessa que o diabo tenta manipular é a encontrada no Salmo 91: 11 e 12:
“Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que Te guardem em todos os teus caminhos. Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.”
É essa a promessa divina que o diabo recorre, tentando seduzir a Jesus:
“Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito; e: Eles Te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeçares nalguma pedra”. Mateus 4:6
O diabo também tenta distorcer o ideal de serviço a Deus e à humanidade. Jesus quer servir a humanidade, quer alcançar o ser humano, sendo-lhe o seu salvador, mesmo que seja nos confins da terra. O diabo, entretanto, lhe propõe o mundo: “Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e Lhe disse: Tudo isso te darei se prostrado, me adorares. Então Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a Ele darás culto”. (Mateus 4: 8 e 9)
O diabo é especialista em perverter o sagrado. É por isso que, freqüentemente, ele é capaz de transformar o milagre em charlatanismo; é capaz de transformar a promessa genuína de Deus em heresia; é capaz de transformar o serviço caridoso e próximo em negócio.
A terceira tentação é a de tentar absolutizar o papel da dimensão econômico-social; o diabo tenta encher o coração de Jesus com obsessões quanto a isso.
“Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito; e: eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra”.
Com tal proposta, o diabo estava dizendo que Jesus não precisa cumprir seu ministério. Bastava que Ele subisse no pináculo do Templo e de lá se precipitasse, para que todos O vissem, quando os anjos fossem ao seu encontro nos ares, sustentando-o  até o chão. Assim, segundo o diabo, Jesus seria visto como o Filho de Deus. Isso tudo, na mente do diabo, valia muito mais do que três anos de ministério combativo, sincero e perseverante.

Os evangelhos dão muita ênfase nos confrontos de poderes que Jesus teve com os espíritos demoníacos, tanto em sua atitude para com eles como na resposta deles para o Mestre. O propósito disso é ajudar-nos a ter atitudes corretas contra os espíritos demoníacos e suas manifestações, em outras palavras, seria a forma como Jesus ensinou Batalha Espiritual.

O primeiro confronto de poderes
O primeiro confronto de poderes com Jesus não foi a expulsão de um demônio. Em vez disso, foi sua recusa em submeter-se à influencia de Satanás no inicio de seu ministério. Em Lucas 4:6, Satanás ofereceu a Jesus “todo esse poder”. Jesus não negou que Satanás tivesse algum poder, porém fez uma declaração clara de que Deus ainda era o Todo-Poderoso.
Tudo o que Jesus fez e ensinou a partir desse momento, tinha como base essa doutrina. Ele exerceu todo poder e autoridade sobre Satanás e os espíritos demoníacos, apenas porque agia dentro do poder de Deus.
Jesus ensinou que seus seguidores fariam as mesmas obras que ele fez, e poderiam fazer até maiores obras do que ele havia feito, porque tinha vencido  a Satanás e voltaria ao Pai (João 14:12).
A primeira pessoa endemoninhada liberta por Jesus foi um homem na sinagoga de Cafarnaum (Marcos 1: 21-28). O homem é descrito como alguém que tinha “um espírito imundo”. O espírito influenciava o homem a viver uma vida caracterizada por pensamentos, desejos e atos lascivos.
Alguns afirmavam que porque o homem era um membro da sinagoga, era, também, um membro do povo da aliança, significando que ele estaria em boa relação com Deus. De acordo com esta lógica, então, um crente nascido de novo pode ter um demônio dentro de si. Há pelo menos dois problemas com este tipo de raciocínio. Primeiro, ser um membro da sinagoga não significava que aquela pessoa tivesse boa relação com Deus. Em João 8: 33 e 34, Jesus disse aos líderes dos judeus que eles tinham como “Pai o diabo” porque fazia as obras do diabo. É certo que esses homens eram membros da sinagoga, mas não tinham legítima pretensão às bênçãos de Abraão. Paulo, mais tarde, segue este raciocínio ensinando que um judeu verdadeiro, membro do povo da aliança, é uma pessoa que tem a circuncisão de coração (Romanos 2 a 4). Este tipo de pessoa vive uma vida agradável ao Pai.
Os aspectos importantes dessa confrontação encontra-se na própria narrativa. O demônio bradava através das cordas vocais do homem possesso. Era um grito de terror. Ele estava consciente (percebemos isso por suas perguntas e declarações) de que o único resultado possível desse confronto seria a destruição de todos os demônios como ele. A expressão “…que temos contigo?” é uma palavra hebraica usada para indicar dois partidos que nada tem a haver com o outro. Tudo isso foi resultado da manifesta presença de Deus na pessoa de Jesus Cristo. O homem foi liberto do domínio do espírito maligno pela ordem de Cristo.

O segundo confronto de poderes
A segunda confrontação, que Jesus teve com um demônio, demonstrou a invencibilidade de seu reino pela libertação de um cego e mudo (Marcos 3: 19 a 30; Mateus 12: 22 a 34; Lucas 11 : 14 a 23). Além disso, esta manifestação de poder foi muito importante pois teve duas finalidades. Primeiro, foi explicar a graça de Deus em livrar um homem dos efeitos da possessão demoníaca. Segunda, foi ensinar claramente quão distante está o reino de Deus do reino de Satanás. A cura em si é um breve registro: o homem era cego e mudo como resultado de possessão demoníaca, mas foi imediatamente curado pela ordem de Cristo. Apesar de ser um grande milagre, maior foi o ensino que Jesus deu.
Jesus foi acusado pelos escribas e fariseus de expulsar demônios pelo poder de Belzebu, o príncipe dos demônios. Jesus respondeu declarando que Satanás de fato tinha um reino e poder, mas que não agiria contra si mesmo. Nenhum reino poder permanecer se agir contra si mesmo. É uma impossibilidade lógica, e esta afirmativa deu ao povo daqueles dias uma única opção: Jesus não fazia parte do Reino das Trevas.
Pode parecer-nos bem clara esta explicação, porém alguns não entendem desta maneira. Fazer-se declarações de um cristão nascido de novo, redimido pelo sangue de Jesus, pode ser habitado por um demônio. A lógica de tal posição é obviamente falha. Para começar, Jesus tinha recém declarado que um poder dentro de um mesmo reino não pode agir contra si mesmo. Como, então, poderia uma pessoa salva, mas “endemoninhada”, falar através do poder de Cristo que também estaria nela, e ainda libertar outra pessoa? Só os que foram libertos podem levar outros à liberdade. Um prisioneiro não pode libertar outro prisioneiro. Além disso, porque um crente precisaria de outro crente para falar ao demônio dentro de si? Porque não expulsar o demônio dentro de si mesmo? Um poder deve, em ultima análise, ser mais forte do que outro. O mais forte é Deus, o mais fraco é Satanás, e os dois não podem permanecer na mesma pessoa.

O terceiro confronto de poderes
A terceira confrontação de Jesus foi com uma legião de demônios (Marcos 5: 1 a 20; Mateus 8: 28 a 34; Lucas 8: 26 a 39). Um homem tornara-se dominado por espíritos malignos. Eles o faziam agir de maneira anormal: viver entre os túmulos, cortar-se, bradar em angustia e andar nu, de modo vergonhoso. Mas de repente ele viu a Jesus. Não há registro de que Jesus tenha dito algo para o homem primeiro: a própria presença de Jesus fez com que os demônios clamassem. A cena é semelhante à confrontação anterior.
O demônio estava ciente de dois fatores. Primeiro, Jesus era divino, e ele declarou isso. Segundo, não há esperança de co-existência pacífica entre o imundo e o puro. O espírito demoníaco sabia que o dia de seu julgamento chegara, e que Jesus tinha autoridade para agir como lhe aprouvesse. Por essa razão, o espírito “suplicou”; quer dizer, o espírito pediu a Jesus ansiosamente. É importante notar que vários espíritos imundos possuíam o homem, pois identificaram-se como “legião” (Marcos 5:9).
O número de demônios presentes em qualquer situação não fazia diferença para Jesus. Seja um demônio ou muitos, todos estão sujeitos à presença e ao poder de Deus. Todos eles sabiam que teriam de sair diante da palavra de Jesus. O Senhor jamais libertou alguém parcialmente. Quando os demônios saíram, o homem foi apresentado como estando livre por completo e cheio de gratidão, pois não era mais uma pessoa com vergonha, dor ou medo.

O quarto confronto de poderes
A quarta confrontação com demônios envolveu uma pessoa fora da organização de Israel, uma mulher Cananéia (Marcos 7: 24 a 30; Mateus 15: 21 a 28). Ela era gentia, de nacionalidade siro-fenícia. O que torna este confronto de poderes diferente e significativo é que a pessoa a ser liberta jamais encontrou-se com Jesus. A pessoa necessitada estava em casa, e sua mãe foi procurar Jesus. Isto, aparentemente, não fez diferença para o Mestre. Agora, seus discípulos sabiam que a distância não era um fator determinante para Deus.
O demônio era um espírito imundo, e sua presença era de natureza atormentadora, pois a mãe disse que sua filha estava “horrivelmente endemoninhada”. Parecia, a princípio, que Jesus negaria à mulher o milagre. Ele estava testando a fé da mulher; e sua fé passou no teste. Então, devido a sua humildade e persistência, Jesus atendeu ao desejo de seu coração. Sua filha foi liberta.
Note-se que Jesus não precisou tocar na criança ou ir até ela para que o milagre acontecesse. O poder de Deus não é diminuído pela distância porque não depende de qualquer manifestação física. O conflito é espiritual e Deus é onipresente e onipotente.

O quinto confronto de poderes
A quinta confrontação que Jesus teve foi com um demônio que dominava o filho de um homem (Marcos 9: 14-29; Mateus 17: 14-21; Lucas 9: 37-43).  No incidente anterior, a idade da filha é desconhecida, mas, nesta passagem, é claro que o filho que estava sendo torturado era um jovem. Estes espíritos malignos demonstravam estar determinados a destruir a vida do menino. O pobre rapaz vivia atormentado há algum tempo, incapaz de falar ou ouvir, sendo lançado ora no fogo, ora na água, com Satanás esforçando-se na tentativa de acabar com ele.

Jesus estava voltando do alto do monte, onde estivera conversando com Elias e Moisés acerca da vitória completa que teria em sua morte, sepultamento e ressurreição. Confrontava-se agora com um grupo de discípulos impotentes e inúteis, vendo aquela criança sofrendo e o pai angustiado. Compadecido, Jesus falou ao espírito surdo e mudo e ordenou-lhe que saísse e nunca mais retornasse. O demônio, num ato final, “clamando, e agitando-se com violência, saiu, deixando-o como morto”. Jesus, então, com compaixão, tocou-o e ergueu-o dando-lhe nova vida, garantida pelo poder de Deus.
Novamente vemos a abundância do poder de Deus. Os discípulos que de modo evidente foram vitoriosos em confrontações anteriores, agora tinham falhado. Não porque fosse impossível para eles, mas porque não reconheceram a gravidade da situação. Mais tarde, Jesus lhes ensinou a verdade de que “esta casta só pode sair por meio de oração e jejum” (Marcos 9:29)
A singularidade deste relato é percebida na ordem que Jesus deu ao espírito imundo para sair e nunca mais retornar. Isto é vitória total! Jesus assegurou a vitória não apenas no presente da criança, mas também no futuro. Se Jesus podia fazer isso em seu ministério terreno, então por que qualquer crente deveria aceitar outra coisa senão a completa vitória estabelecida em Cristo?

Outras libertações
As escrituras mencionam que Jesus ministrou a muitos mais, além dos que foram apresentados. Atos fala de como Jesus Cristo “andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele”. As confrontações mencionadas acima são apenas as que possuem mais detalhes. Isto não significa que as referências com menos detalhes sejam de menor importância.
A libertação de Maria Madalena não é descrita em detalhes, mais isso não torna sua libertação menos importante (Lucas 8: 1-3; Marcos 15:40; 16: 1-9). São muitas as deduções que se fazem acerca de Jesus tê-la libertado de sete demônios. Esta foi, de fato, uma libertação maravilhosa. No entanto, o mais importante era o amor de Maria por Jesus. Sua libertação resultou em uma vida de dedicação e serviço ao Senhor. Ela ministrou às necessidades de Jesus e de seus discípulos, junto com outras mulheres. Seguiu-o por todo o caminho, até o Calvário e ao túmulo. Mais tarde, foi a primeira pessoa a levar as boas novas de que Jesus ressuscitara do tumulo. É outro exemplo da vitória completa de Cristo sobre os demônios.
Em Mateus 9:32 há o relato de um homem que era incapaz de falar como resultado de um espírito maligno. A libertação deste homem é descrita apenas nesta passagem, mas parece que foi o maior acontecimento do dia. Naquele mesmo dia, Jesus curou a mulher com um fluxo de sangue, ressuscitou a filha de Jairo e restaurou a vista a dois homens cegos. Quando já estava saindo do lugar, alguém trouxe este homem a Jesus, esperando que ele realizasse apenas mais um milagre. Quando o demônio foi expulso, o povo ficou maravilhado. Jamais tinham visto algo assim antes. Deus estava manifestando seu poder sobre todas as circunstâncias, tanto física como espiritualmente.
Em Lucas 13: 10 a 17, temos o registro de como Jesus curou uma mulher de certa aflição física que foi atribuída à obra de Satanás. A Bíblia diz que ela “tinha um espírito de enfermidade, há dezoito anos. Ela andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se”. Não conseguia erguer-se e manter uma postura ereta. No mesmo instante, ao Jesus dizer as palavras e impor as mãos sobre ela, “se endireitou, e glorificava a Deus”. Em meio a uma religião morta, Jesus trouxe libertação, vida e glória a Deus. É isso que ele ainda quer fazer hoje.
Não há nenhum erudito conservador que possa  fazer objeções ao poder miraculoso de Jesus em libertar pessoas da escravidão de Satanás. As objeções começam a surgir quando se afirma que os crentes, hoje em dia, também são capazes de ser usados por Deus na libertação total de pessoas presas ao poder de Satanás.

CONCLUSÃO
Quer Jesus estivesse alvoroçando o povo ao expulsar uma legião de demônios de um homem possesso; curando um mendigo cego; ressuscitando Lázaro com autoridade ou calmamente convertendo uma mulher que estava à beira de um poço, Ele estava confrontando o poder satânico com o Poder de Deus visando um fim evangelístico. Da mesma maneira nós poderíamos e deveríamos agir!
Não há um capítulo, ou capítulos específicos da Bíblia nos orientando claramente o que Jesus ensinou sobre Batalha Espiritual. Ele não deixou tratados, fórmulas, livros ou regras instituídas. Debaixo de discernimento espiritual e à luz do que Jesus praticou em seu ministério terreno podemos nos orientar de como devemos agir. Como descrevemos detalhadamente acima, os evangelhos contém todas estas passagens vividas por Jesus. Com base nelas, podemos entender como nosso Senhor agiu e se comportou. Que este comportamento seja modelo e inspiração para todos nós que desejamos seguir os passos do Mestre.

Fontes de Apoio:
Bíblia Sagrada – Versão Atualizada
Confronto de Poderes, Organizado por Opal Reddin, Editora Vida, 1996  (Bracy Hill)
Batalha Espiritual, Caio Fábio D’Araújo Filho. Editora Vida

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