Novos líderes para a velha missão

Novos líderes para a velha missão
Novos líderes para a velha missão

Neste sermão você irá ser desafiado a pensar no tema:  Novos líderes para a velha missão e repensar o seu ministério de colaborar na expansão do reino de Deus.

Tu, portanto, meu filho, fortalece-te na graça que há em Cristo Jesus. O que ouviste de mim diante de muitas testemunhas, transmite a homens fiéis e capacitados a fim de que possam igualmente discipular a outros (1Tm2.1-2).

OBJETIVO GERAL:
Compreender que sem um entendimento apropriado da missão de Deus os novos líderes serão sempre velhos e assim impedindo o avanço do reino de Deus.

Introdução
É lugar comum falar de liderança e liderança na igreja nos congressos realizados pelas mais diversas organizações cristãs no mundo e no Brasil.
Já se falou muito sobre o tema que em alguns lugares já não se acha pessoas dispostas a ouvir mais uma palestra ou seminário que enfatiza o papel do líder na igreja.
As novidades sobre o tema são as mesmas e velhas palestras. Essa, inclusive, incorre nesse perigo. É um risco que assumimos ao falar sobre o tema.
Procurarei dividir meu tema em duas etapas e farei um desafio na conclusão.

1. LÍDERES COM VELHA MENTALIDADE MAIS ATRAPALHAM DO AJUDAM NA MISSÃO DE DEUS.

A. Queremos bons líderes.
Todas as igrejas e organizações eclesiásticas estão à procura de líderes que sejam bons. Bons em quais áreas? Normalmente em tudo. Uma busca no Google (onde mais?) nos informa quem é o bom líder. Essas pessoas…
1. possuem um caráter exemplar,
2. são entusiasmadas a respeito do trabalho e da causa que abraçaram,
3. são confiantes,
4. funcionam de maneira ordeira e proposital em situações incertas,
5. são tolerantes quanto a ambiguidade e permanecem calmos,
6. são bons em manter o foco principal e aptos a pensarem analiticamente e,
7. são comprometidas com a excelência.
Olhando com detalhes a lista acima é bem possível que a mesma traga algum desânimo para quem trabalha com ou está conduzindo o rebanho de Cristo.
Todavia, se continuarmos a nossa pesquisa, veremos ainda outras qualidades que precisamos mencionar, tais como: honestidade, habilidade para delegar, comunicação, senso de humor, compromisso, atitude positiva, criatividade, intuição, ética, abnegação e habilidade para inspirar.
Se aplicarmos essas condições para a nossa liderança eclesiástica não nos resta outra opção a não ser o desanimo que certamente nos leva a concluir que não vamos conseguir a realização da nossa tarefa, qual seja: a missão de Deus na terra.
• Creio que nessa altura já se compreendeu que não estou falando de missões, mas sim da missão de Deus.
Não temos esses líderes em nossas igrejas.
B. Os nossos “bons” líderes possuem uma mentalidade arcaica em relação ao reino de Deus.
Poucas igrejas locais tomam o cuidado de promover de maneira saudável a formação da sua liderança. Aliás, se as empresas tivessem as mesmas atitudes de nossas igrejas na formação de sua liderança, as mesmas já teriam falido há muito tempo.
A única razão pela qual a igreja não entra em regime falimentar não se deve aos seus líderes, mas ao seu Líder – Jesus Cristo.
Quando as igrejas promovem cursos de liderança é quase sempre o mesmo currículo, geralmente copiado de outra igreja ou imposto pela denominação. O seja, o treinamento não tem como alvo a missão de Deus, mas sim a manutenção da igreja e da denominação.
Consequentemente, a nossa liderança é padronizada para repetir os mesmos conceitos geração após geração.
Quais são os sinais dessa mentalidade arcaica?
1. forte ênfase no denominacionalismo,
2. posições religiosas imutáveis,
3. fechados e céticos ao mover do Espírito nos outros,
4. ênfase na tradição com forte rejeição ao novo,
5. tendência a difamar e perseguir os que não são do grupo.
6. evitar a todo custo o diálogo franco e cordial.
Os líderes com mentalidade arcaica não são necessariamente encontrados nas pessoas de faixa etária avançada. A idade não é o elemento principal aqui, mas sim a maneira como essas pessoas foram formatadas.
Se o pastor nunca teve acesso a nenhum outro ensino que não o do seu seminário, ele tem uma forte propensão a desenvolver a velha mentalidade mesmo sendo jovem de idade.
Essas pessoas possuem a tendência a absorver os sintomas negativos de seus professores, líderes, etc. Depois de absorver, elas reproduzem as mesmas coisas e as fazem até mesmo com mais veemência dos que seus discipuladores.
Elas esperam recompensas como cargos na denominação como recompensa por tal fervor e zelo “pelas coisas de Deus”.
Diferentemente do rei Davi que disse ser velho, mas já havia sido novo, esses líderes são velhos mesmo sendo novos.

2. LÍDERES COM NOVA MENTALIDADE SÃO MAIS APTOS A AJUDAR NA MISSÃO DE DEUS.

A. Queremos bons líderes.
Os líderes que vão contribuir no avanço do reino de Deus na terra devem necessariamente possuir uma nova mentalidade ou deveríamos dizer – uma nova visão bíblica e teológica da missão de Deus.
James Allen da empresa Bain & Company´s Global Strategy, faz uma afirmação interessante: “Líderes de companhias emergentes tendem a dividir o problema em sub-elementos trabalháveis, enquanto que líderes de empresas estabelecidas tendem a tornar o problema tão grande que ele se torna insolúvel”.
Pensando nisso, poderíamos afirmar que líderes com a mentalidade da missão de Deus são aquelas pessoas que olham para o mundo a partir do seu contexto e procuram assim ministrar a partir daquela realidade.
Líderes que não possuem a visão da missão de Deus olham para mundo, se retraem e dizem que o problema além de não ser deles é também insolúvel: “Se nem o governo consegue dar jeito, porque a igreja daria?” ou “Não é o papel da igreja fazer isso ou cuidar daquilo”. É linguagem comum no meio evangélico.
Nós precisamos de bons líderes com as qualidades apontadas acima. Pessoas que sejam capazes de entender o reino de Deus e entender os tempos que vivemos.
Portanto, a formação dessa liderança precisa ser repensada e ser ministrada debaixo do guarda-chuva da missão integral. Ou seja, o currículo é determinado pelos postulados da missão integral e não pelos conteúdos dos livros de lideranças que estão em nossas prateleiras.
Raramente se encontra um livro de liderança escrito debaixo dessa bandeira. Consequente, não temos líderes que enfatizam o reino de Deus, a missão de Deus.
B. Os novos líderes possuem uma mente formatada pelo reino de Deus.
Com afirmação acima, os novos líderes (mais uma vez enfatizo que a idade não está em jogo aqui) serão capacitados dentro do conceito de reino e da missão de Deus.
Orlando Costas, em seus escritos, fala de uma conversão missiológica (sócio-política) que tem quatro aspectos e que todo cristão deveria passar por ela.
1. Conversão a Jesus Cristo
2. Conversão a minha cultura
3. Conversão ao mundo (especialmente ao mundo dos mais fracos)
4. Conversão ao reino de Deus.
A grande maioria dos nossos membros de igrejas experimenta a primeira conversão e se dá por satisfeitos. Naturalmente que sem essa primeira conversão às outras não fazem sentido, mas se ficar somente nesta, a religião se torna privada e não afeta as outras áreas da vida e da sociedade.
A liderança que fará transformações na sociedade é informada e formada pela verdade de que o reino de Deus é a nova ordem que ele está criando e que tem como referência o Rei Jesus Cristo.
Quando Jesus chegou neste mundo ele disse: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. E enviando os discípulos ele disse: E, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus.

Conclusão:
E então como vai ser com vocês? Como vai ser com você individualmente? Como vai ser com vocês como igreja?

Antonio Carlos Barro

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