Libertação de crianças

Autor: Missão Evangélica Shekinah
INTRODUÇÃO
Temos falado que trabalhar com crianças é algo que nos alegra, pois elas são muito simples e sinceras. Se nos dedicarmos ainda que seja à um pequeno grupo de crianças, ajudnado-os a estarem libertos, curados em sua alma, eles mesmos serão canais de bernçõas à outras crianças.

No momento em que nos preparávamos para realizar mais um treinamento de líderes em libertação de crianças, recebi um comunicado de um pastor, recriminando-me, declarando que libertação de crianças era uma heresia. Ele não concordava com esta matéria, pois as crianças não precisam de libertação, uma vez que Jesus disse: “Dos tais é o reino dos céus”.

Comecei a meditar sobre a questão polêmica, e fui buscando pelo Espírito Santo, alguns textos da Palavra de Deus. Primeiramente, o Senhor me levou para Oséias 4: 6 “O meu povo é destruído, porque lhe falta o conhecimento”.

Analisando a mentalidade hebraica, descobri também que falta de conhecimento significa ignorância ou trevas. Assim, quando Deus declara através do salmista no Salmo 82: 5 “Eles nada sabem, nada entendem, andam em trevas…”, está reafirmando o motivo que leva as pessoas à destruição.

O apóstolo Paulo completa este raciocínio em II Coríntios 4: 4 “nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não Ihes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.”, lembrando que incrédulo significa: todo aquele que não aceita uma verdade.

O segundo texto a que o Senhor me levou foi para Marcos 9: 17 a 27, quando Jesus expulsa o demônio de um menino, cujo pai o levara a Jesus, uma vez que seus discípulos não conseguiram expulsar.

No verso 21 deste texto, Jesus pergunta ao pai do menino: “Quanto tempo há que lhe sucede isto?”, e a resposta do pai é surpreendente: “desde a infância”.

Este texto mostra claramente Jesus libertando um menino que era endemoninhado desde a infância. E Jesus não parou para dizer que não era necessária a libertação, por ser uma criança, ao contrário, repreendeu até os seus discípulos que não tiveram fé suficiente para libertar a criança, dizendo: “Ó geração incrédula”.

Talvez os discípulos tenham pensado como o pastor acima mencionado: “Uma criança precisa de libertação???” E não creram na grande verdade da Bíblia descrita em João 8:32 “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Mas não parou por aí. Imediatamente, começaram a vir algumas lembranças de libertação de crianças à minha mente.

Certa ocasião, uma Igreja evangélica em São Paulo permitiu que ocupássemos uma parte do seu espaço físico para instalarmos nosso escritório.

Às tardes, uma equipe daquela igreja ministrava às crianças do bairro, que, ao chegarem da escola pública, recebiam alimento, ensino e atividades até o final da tarde, quando regressavam para os seus lares. Numa daquelas tardes fomos chamados ao andar debaixo, onde estavam as crianças, por causa de um menino de quatro (4) anos. Ele, simplesmente, ficou com uma força descomunal e arrastou literalmente três (3) das professoras, que não conseguiram detê-lo.

Ele estava endemoninhado. Seguramos o menino em nosso colo e, na autoridade do nome de Jesus, começamos a expulsar os demônios e, à medida que o menino ia sendo liberto, abraçávamos mais a ele, para demonstrar o nosso amor àquela criança.

Começamos a estudar sobre ele, e verificamos que seu pai havia abandonado a casa, a mãe trabalhava fora o dia todo, e ele era cuidado por sua avó, uma feiticeira.

A história da maioria daquelas crianças não era muito diferente. Decidimos então iniciar o projeto de ministração para aquelas crianças e durante algum tempo pudemos estar ali ministrando.

Alguns anos já se passaram. No ano passado, recebi uma carta de um menino de 12 anos, que pedia orações, porque ele desejava que seu pai voltasse para casa e a libertação de sua mãe. Ele contava em sua carta como ele estava orando para que isto acontecesse e pedia intercessão de nossa parte. Escrevemos para ele e pedimos que ele comparecesse com sua mãe a uma de nossas reuniões. Qual não foi a minha surpresa! Era um dos meninos que havia sido liberto em uma de nossas reuniões e agora, era um guerreiro de oração dentro de sua casa.

Levamos em frente o Projeto e, além de treinar líderes, começamos também a praticar tudo o que aprendemos de libertação, cura interior, etc, com as crianças coletivamente. Na primeira turma de crianças, estiveram presentes 160 crianças, na segunda turma, mais de 300 crianças e na terceira turma, perto de 200 crianças.

Ao final de cada turma demos oportunidade para os testemunhos. O que ouvimos ali, foi suficiente para nos alegrar e nos encorajar, afim de continuarmos esta obra que é de Deus. Crianças que faziam xixi na cama há muito tempo, foram libertas, crianças transformadas de um temperamento rebelde e agressivo, para um temperamento manso e dócil, um menino que era gago, passou a falar normalmente, crianças que eram agitadas à noite, durante o sono, foram libertas de objetos malignos, e passaram a dormir profundamente.

Vimos ali crianças chorando para aceitar Jesus como Senhor de suas vidas, crianças que desejavam se matar foram libertas do espírito de morte. Vimos ali crianças recebendo o batismo com o Espírito Santo, e sendo arrebatadas. Em uma das reuniões de libertação para crianças, no ano de 1999, algo tremendo aconteceu com um menino de aproximadamente 8 anos, filho de um dentista amigo nosso. Ele estava com problemas sérios na fala, com dificuldade em algumas sílabas, e sendo ajudado por uma fonoaudióloga.

Ao participar da 4a. ministração, sobre cura interior, ele foi liberto daquela dificuldade. Ao chegar à sua casa, seus pais logo observaram que pronunciava corretamente as palavras, e mantém-se curado até hoje. Soubemos recentemente que este menino observou o seu irmão mais novo pronunciando mal as palavras, e ele mesmo disse aos pais: “Seria bom levá-lo para as reuniões de libertação de crianças”!…

Glória a Deus! As crianças são maravilhosas, elas recebem com muita fé aquilo que o Senhor faz em suas vidas, e são veículos transparentes para ajudar outras crianças. Louvado seja Deus!

Temos falado que trabalhar com crianças é algo que nos alegra, pois elas são muito simples e sinceras. Se nos dedicarmos, ainda que seja a um pequeno grupo de crianças, ajudando-os a estarem libertos, curados em sua alma, eles mesmos serão canais de bênçãos a outras crianças.

Entendemos nestas ministrações, porque Jesus fez aquela advertência aos adultos “não os embaraceis, deixai-os vir a mim…”. As crianças recebiam muito facilmente as libertações, mas os adultos (pais) tinham muita dificuldade de aceitar certas verdades sobre o reino das trevas, atuando hoje no meio das crianças, através de objetos, brinquedos, filmes, revistas, etc.

Ao concluir esta introdução, oro ao Espírito Santo, que te dê revelação, e possa também te encorajar a trabalhar com as crianças. Neste tempo final, sei que Deus quer usar principalmente as crianças como profetas, e servos consagrados, fazendo obra de milagre no meio do povo.

A Palavra de Deus diz que “Deus usa os que não são para confundir os que são”.

Embora o mundo caminhe com “slogans” bem elaborados, mostrando à nova geração o que é ser “livre”, nós, como igreja, identificamos um grande “clamor” do mundo, especificamente desta nova geração, em ter alguém que os cubra, em ter pessoas que sejam verdadeiras autoridades, e que possam fazê-los sentir que são amados.

Desde o princípio da criação, Deus instituiu a família para que, ao nascerem seus filhos, pudessem refletir o amor de Deus, através do exercício de autoridade sobre os filhos. Ser cobertura, ser autoridade, nada mais é que demonstrar o amor de Deus àqueles que nos são dados para que cuidemos e os ensinemos a crescer e se desenvolver, segundo o padrão da Palavra de Deus, e assim, sucessivamente, estarão, lá na frente, sendo autoridade sobre outros que nascerão.

Deus nos ensina este propósito, como um plano bem elaborado por Ele, exatamente quando o primeiro casal, Adão e Eva, ao se rebelarem e desobedecerem, caindo assim em pecado afastaram-se da presença protetora de Deus (o Jardim do Eden) e, por esse motivo, havia necessidade agora, de sua própria cobertura. Então o próprio Deus, por causa do seu grande amor, providencia essa cobertura, ao sacrificar um animal, tirar a sua pele e fazer vestes para cobrir aquele casal da vergonha de sua nudez. Logicamente, aquelas vestes continham o sangue do animal que foi morto. Isto é profético, Deus estava apontando para toda a humanidade, desprotegida, em pecado, caminhando para a morte, mas um dia, um “cordeiro” seria sacrificado – JESUS, o cordeiro de Deus – e, através do seu sangue, derramado na cruz, todos teriam a oportunidade de estar debaixo de uma COBERTURA de proteção. Há diversos exemplos bíblicos que nos mostram a necessidade de cobertura como proteção. Quando Deus trouxe libertação ao seu povo, que estava cativo no Egito, foi necessário ir até as últimas conseqüências, ou seja, a morte. Foi estabelecido um “juízo” sobre Faraó e o Egito, ou seja, a morte de todo primogênito entre as pessoas e entre os animais. Interessante que o próprio povo de Deus (Israel) estava debaixo desse juízo, pois, por serem escravos, habitavam no Egito. Deus estabeleceu um princípio para proteger o seu povo, diante daquele juízo. Cada família deveria sacrificar um cordeiro, e usar o sangue derramado para marcar as vergas e umbrais das portas e janelas, como sinal de proteção. Quando o anjo da morte passou sobre a terra do Egito, naquela noite, nas casas onde havia a marca do sangue, – COBERTURA DE PROTEÇAO – ele não entrou e não houve morte.

Outro exemplo interessante é a nuvem que Deus estabeleceu durante o dia, para levar o povo através do deserto e, ao mesmo tempo em que os guiava, os protegia do calor do deserto. E quando chegava à noite, ali estava a coluna de fogo para guiá-los e protegê-los contra os rigores do frio nas noites do deserto. Esta nuvem e esta coluna de fogo apontam profeticamente para Jesus, o Caminho, e a proteção do seu sangue.

Assim a autoridade na família é o Pai; na igreja, o Pastor; no governo, o Presidente da República, ou o Governador do estado, ou o Prefeito da cidade. Ao lermos I Timóteo 2: 1 e 2, a igreja é advertida a interceder pelas autoridades, para que vivamos uma vida tranqüila e digna. Uma autoridade pode dar cobertura de Vida. Neste caso, vemos uma tremenda reciprocidade de autoridades que dão cobertura de proteção.

A Igreja, que é uma autoridade espiritual neste mundo, intercede e abençoa, cobrindo-as com oração (as autoridades civis e militares). Estes, por sua vez, se estiverem protegidos espiritualmente pela Igreja, trarão para o mundo paz e tranqüilidade (proteção física).

Agora que você já entendeu o princípio da Cobertura como Proteção, e da Autoridade que traz esta cobertura, voltemos às nossas crianças.

A CRIANÇA POR SI SÓ NÃO SE COBRE

Toda criança nasce de um parto, onde há um derramar de sangue. Deus poderia fazer o nascimento sem sangue, mas ele estabeleceu o princípio de cobertura e autoridade já no nascimento. Quando a criança nasce, passa pelo sangue, e faz uma aliança com seus pais. Esta aliança é de submissão à autoridade que acabou de ser constituída. É por isso que a Bíblia fala em Efésios 6: 1 “Filhos em tudo obedecei a vossos pais”. O sangue representa a aliança de submissão a alguém.

Nos centros de macumbaria e feitiçaria, exige-se o derramar de sangue sobre as pessoas, fazendo pactos de submissão às entidades malignas. Esta aliança tem um grande significado no mundo espiritual, e satanás sabe disso. Por isso que, quando as crianças são consagradas às entidades malignas, através de pactos em centros espíritas, ou simplesmente ao apadrinhá-las com algum “santo” em seu batismo, satanás passa a ter direito legal sobre elas. Uma autoridade (pais), por causa da aliança de sangue, ao consagrarem seus filhos, doaram no mundo espiritual, a satanás e seus demônios.

É importantíssimo que os pais cristãos consagrem seus filhos, se possível já no ventre da mãe, ao Senhor Jesus Cristo. Logicamente, não significa que já estão salvos do pecado, pois Deus não tem netos. Um dia, eles terão que fazer a sua entrega pessoal e tomar a sua própria decisão com relação ao céu ou inferno. Mas é óbvio que a diferença será grande entre filhos consagrados a Jesus Cristo, e filhos consagrados a satanás. Vamos seguir a linha da família, para vermos como funcionam os pactos de sangue. Quando você nasceu, houve uma aliança de sangue com seus pais, portanto, você ficou debaixo da autoridade deles, recebendo sobre sua vida toda influência espiritual deles, e principalmente ficou sob a cobertura espiritual deles.

Diante desta verdade bíblica, é grande a responsabilidade dos pais, como autoridade e proteção sobre seus filhos, pois serão cobertura de bênção, se exercerem o princípio da Palavra, ou maldição, se assim não for.

Infelizmente, muitas crianças são abandonadas das formas mais diversas já vistas, das quais iremos tratar nos próximos artigos. Nestes casos de abandono, como ficam essas crianças em relação à autoridade? A verdade é que tais crianças têm chegado às nossas igrejas, e muitas vezes a igreja não sabe como proceder.

Mas, graças a Deus, que a autoridade que Jesus deu à igreja, funciona e é tremenda. A igreja pode e deve ser cobertura, no sentido de proteção, sobre tais crianças. A verdade é que o mundo espiritual reconhece, quando a autoridade é exercida. Muitas famílias, dentro de nossas igrejas, que adotam crianças, às vezes desconhecem este princípio tão importante. Assim também líderes e ministros de crianças não se apercebem do quanto podem ser escudos sobre as crianças, ao serem cobertura de bênção.

Isto não significa que estas crianças estarão automaticamente salvas, já que Deus não tem netos.

Mas os pais, e a igreja precisam se conscientizar de que a primeira e grande responsabilidade que têm sobre as crianças, é levá-las a terem a sua própria experiência pessoal com Jesus.

Jesus, em certa ocasião, tomou uma criança e colocou-a no meio de “muita gente grande”, usando-a como exemplo a respeito do reino de Deus, e ainda os advertiu de que não as impedissem de irem até Ele.

Não importa se uma criança foi consagrada a satanás, ainda quando estava no ventre materno em formação, ou após o nascimento, porque, ao ela entregar a sua vida a Jesus, tudo o que não pertence a Jesus, será quebrado, esmagado e haverá um percurso novo sobre sua vida. Mas, por ser ainda criança, necessita de que uma autoridade a leve e a conduza no caminhar de bênção, desfazendo alianças e consagrações satânicas.

Temos o exemplo de Samuel, descrito no livro de I Samuel, capítulos 1,2 e 3, que teve o privilégio de, antes mesmo de ser concebido, ter uma palavra determinada de seus pais, consagrando-o totalmente ao Senhor. E, quando ele nasceu, eles cumpriram seu voto, levando-o a morar na casa do Senhor, junto com o sacerdote Eli. Mas nem por isto conhecia a Deus.

Certa ocasião, quando Deus o chamou audivelmente, não reconheceu, julgando ser o próprio sacerdote Eli. Eli, como autoridade agora sobre Samuel, desempenhou seu papel de ajudá-lo a ter a sua própria experiência com Deus. Embora Eli tenha falhado como pai, com seus próprios filhos, foi tremenda a sua cobertura como igreja na vida de Samuel, ensinando-o a reconhecer Deus, abrindo assim um percurso de intimidade entre Samuel e Deus.

CONCLUSÃO

Como estamos tratando sobre Libertação de crianças, o que queremos estabelecer aqui, como prioridade, é a questão da cobertura espiritual. É impossível pensarmos em libertar nossas crianças sem primeiro conhecer, como está a cobertura dessas crianças e quais pactos de sangue e consagrações foram estabelecidos sobre elas, desde que foram geradas no ventre de suas mães.

Gostaria de relembrar alguns textos da Palavra para respaldar esta conclusão:

Provérbios 22:15 “A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da disciplina a afugentará dela.” – Lembrando que estultícia significa : “tendência para fazer o que é mau”. Provérbios 22:6 “Instrui o menino no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele”.

Provérbios 29: 15 “A vara da correção dá sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe”. Deixamos aqui algo para você que é Pai ou Mãe, ou líder, ministro, enfim igreja, repensar: “Que tipo de autoridade tem exercido?”; “Qual é a sua posição?”; “Você tem-se preparado para receber os “Samuelzinhos”, e ser realmente um sacerdote que reconhece o Deus vivo e verdadeiro, e por isso tem porções de tremendas bênçãos para derramar sobre as crianças que o Senhor continua colocando em nosso meio?” Que nós sejamos autoridades espirituais, verdadeiros canais de bênçãos, para que a Glória de Deus venha a se manifestar sobre cada criança e seus caminhos sejam totalmente desembaraçados.

Fique na paz do Senhor!
Ap. Jesher e Pra Maricleyde

1 Comentário

  1. Orem pelo meu neto Pedro…Está rebelde,fala quevum colega o está perseguindo na escola e ninguém acredita nele.Esta revoltado!Meu filho está afastado do Senhor e minha nora era mórmom,agora não segue nenhuma..
    Sinto algo espiritual perturbando meu neto.

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