Igreja ideal x Igreja real

Autor: Cleonice de Fatima da Luz Costa

A Igreja ideal, traçada nas Sagradas Escrituras, é uma igreja unida, onde todos vivem em união e no compartilhar do pão, onde ninguém critica ninguém, mas todos trabalham, levando o evangelho ao maior número possível de pessoas. A igreja ideal é adoradora e intercessora, é atuante por parte de todos os seus membros, não havendo ninguém ocioso ou preferindo a neutralidade e isentar-se de responsabilidade. Todos fazem, trabalham e não dão trabalho. A igreja ideal é aquela onde todos são santos e já foram curados de todas as enfermidades espirituais, não havendo mais lugar para rancor, ódio, raiz de amargura, inveja, ciúmes, angústia, depressão, desrespeito, etc. A igreja ideal é submissa a uma liderança participativa, atuante, amiga e transmissora de poder e unção. Esta é a igreja ideal! Mas há a igreja real, a igreja de hoje, a igreja visível, palpável, terrestre, a igreja onde vivemos, sentimos, percebemos e amamos, a igreja real… Por sua vez, esta é composta de pessoas feridas, machucadas, tomadas de angústias, com feridas profundas, precisando de tratamento, de cura, de libertação. Na igreja real há críticas, discórdias, entre tantas outras cousas. Há pessoas que se tornaram semelhantes ao mar morto – só recebem, mas nunca dão, nunca compartilham. Pessoas que se esquecem facilmente dos benefícios recebidos, ficando apenas em sua lembrança o que não foi feito – ignorando assim os feitos realizados. Esta é a igreja real! Sem utopias, quimeras, é a igreja vista com os pés no chão. É esta a igreja que está sendo lapidada, moldada, restaurada, santificada, renovada, revigorada a cada dia pelo Senhor Jesus na atuação do Espírito Santo de Deus. É esta a igreja que devemos amar, honrar, vestir a sua camisa, gastar nosso tempo e nossos talentos, nossa vida, tudo quanto temos e somos, para apresentá-la um dia diante do Senhor da seara. É esta a Igreja onde Deus nos tem colocado, e irá usar-nos para Sua Glória.
Somente quando obtivermos a visão da Igreja real, estaremos aptos para trabalhar nela, amando-a e respeitando-a apesar de suas falhas. Devemos aprender que ninguém é perfeito, que não há lares perfeitos, famílias perfeitas, igrejas perfeitas, líderes perfeitos; há sim, pessoas em busca da perfeição, que estão se aperfeiçoando a cada dia, mas que ainda não alcançaram seu perfeito objetivo.
Pela inspiração divina, esperamos que essas palavras sirvam para nos ensinar a amar mais a nossa Igreja, tolerando mais os fracos e trabalhando com muito amor e sem críticas com aqueles que tanto carecem de nossas orações. Há sim, a Igreja dos nossos sonhos, dos nossos projetos irrealizáveis, mas há também a Igreja real, que precisa de nós, de nossas orações, nossa colaboração, aceitação, amor, tolerância e, acima de tudo, que quer agir como o Senhor Jesus agiu quando, entre nós, realizou o Seu ministério terreno.

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