Educação cristã: uma necessidade urgente

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Assim diz o Senhor que faz estas coisas, o Senhor que as forma para as estabelecer (O Senhor é o Seu nome): Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes. (Jr. Cap. 33:2 e 3). Sempre que falamos ou ouvimos falar sobre educação cristã, geralmente temos tendências em reduzir este estudo a um período digamos, pequeno, assim nos questionamos: em que situação me encontro? Normalmente ficamos situado entre os anos de estudo vividos em determinada Igreja, sejamos pequeninos ou já adultos formados.

Vivemos um período meio desencontrado entre as Igrejas, não podemos deixar de citar que há diferenças de uma Igreja para outra, colocamos desta forma sem críticas, mas com grande preocupação. Alguma, mas sabemos formações diferentes existem. Infelizmente “escorregamos na Doutrina”, pastor diferente, estudo diferente, enfim costumes que mudam em muito a formação do crente e, se observamos, levamos para os nossos lares estes costumes.

Determinada pessoa em sua estrada Religiosa. Com isso, fica claro que a grande necessidade dos Evangélicos deveriam caminhar com maior zelo e intensidade. A intenção é sempre crescer na comunhão no estudo que é uma “ponte” para a melhor educação religiosa.

Relacionamos a educação cristã com a nossa formação, na Igreja que participei ou participo, sua base e critérios com a formação do homem que precisamos ser, revisar o que aprendi, o que sou eu hoje! Será poderemos nos colocar como prontos em todos os sentidos. Já me considero um Servo pronto? Eu focalizo que devemos sempre aprender na educação secular e Evangélica, precisamos crescer, só assim poderei me considerar mais seguro e verdadeiramente o Servo de Cristo.

É assim que muitos dizem, mas devemos ter grande cuidado, precisamos olhar com carinho a “minha formação”, ter a Bíblia como meu “escudo” verdadeiro.  Porém, seria esta a interpretação, o caminho correto? Não deveríamos nos preocupar e deixar o caminhar pela estrada do Cristão acontecer normalmente? Digamos com o significado todo próprio e lógico? Ou não estaria ocorrendo uma tentativa de transformar todo um processo natural e gradual de um Servo do Senhor, num simples limite específico.

Sabemos que os estudos fazem parte de um processo de formação, o processo de educação Cristã. No entanto, é equivocado afirmar e limitar educação à etapa de estudo. Além do que, educação é muito mais do que um período, que uma etapa, que uma tarefa, ou ainda que uma fase. Educação o processo em que o humano vai buscando trilhar se aperfeiçoando, se tornando um “Arauto nas tarefas Evangélicas. O caminho do amadurecimento Cristão deve ser integral, para sempre. Este processo não é momentâneo ou passageiro, mas sim uma dinâmica que precisa ser buscada e vivida durante toda a existência.

Esta interpretação parece, em primeira instância, um tanto superficial, sem muito fundamento, dizem: o “Cristão uma vez Cristão, sempre pronto”. Enfim, com um significado distante e irreal daquilo que é “normal” escutarmos cotidianamente e lamentamos sempre. Destarte, precisamos deixar de lado a intenção de querer sempre simplificar concepções, para que as mesmas se tornem mais acessíveis à nossa compreensão no crescimento Evangélico.

É justamente por isso que muitos não dão tanto valor às coisas importantes do seu cotidiano Evangélico, o que somariam e muito a sua vida Cristã.

Neste caso, à educação necessária vai enfraquecendo com o tempo e, o tempo passa rápido, assim o servo de Deus vai perdendo seu brilho e seu valor originário. Não podemos deixar que todo um processo existencial do ser humano Evangélico se encaixe dentro de uma concepção simplista que formulamos muitas vezes inadequadamente. Educação é passar de uma mentalidade, crescimento, valor e o bom senso comum a uma consciência.

Significa sair de uma concepção fragmentária, incoerente, desarticulada, implícita, degradada, mecânica, passiva e simplista, para assumir uma concepção unitária, coerente, articulada, explícita, original, intencional, ativa e cultivada no seio natural de escolhido do Pai Celeste.

De tudo o que foi dito, conclui-se que a passagem do senso comum à uma consciência é condição necessária para situar a educação religiosa: uma necessidade, dentro de seu significado primordial. Preocupar-se com a elevação do nível de consciência do “Arauto” do Senhor, forte e preparado. Pregamos que todo um povo, toda nação, precisa reconhecer o maior crescimento possível em sua educação religiosa no sentido e, no valor de nossa existência.
A filosofia de “práxis” (Palavra Grega que significa: O fundamento do conhecimento, o critério da verdade, e a finalidade da teoria), não quer maternos na consciência primitiva do senso comum, mas busca, ao contrário, conduzir-nos a uma concepção de vida superior, preparados pelo estudo e “iluminados pelo Senhor dos exércitos”. Da mesma forma, deveria nossa consciência ser trabalhada para que o sentido da educação religiosa fosse sempre mantido, no melhor patamar do verdadeiro Cristão. Precisamos ser notados como a essência que move nossa consciência Evangélica.

A educação humana nos vem de três princípios básicos: a natureza, o homem, e tudo mais que acontece ao mesmo. A educação religiosa reflete da Fé, comunhão e o zelo Cristão.

Assim, o desenvolvimento interno de nossas faculdades e de nossos órgãos é a educação do estudo necessário ao Cristão, é o crescimento do homem de Deus. O uso que nos ensinam a fazer desse desenvolvimento é a educação Cristã, nos leva ao “Ide” ao amor Cristão dos homens de Deus. Adquirida dos objetos que nos impressionam, por experiência própria, é a educação necessária em momentos certos em nosso viver, na Igreja, no crescimento da fé, na tão necessária comunhão religiosa: “uma necessidade”. Por isso, educação não é somente uma atividade é, acima de tudo o caminhar com Cristo, a educação religiosa ultrapassa toda e qualquer fraqueza do Cristão e constrói permanentemente a vida do ser humano Evangélico, o Servo fiel de Deus.

Diácono Rilvan Stutz
Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro

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