Dizem que a mulher é o sexo frágil

Autor: Paulo César Sampaio

“Dizem que a mulher é o sexo frágil, mas que mentira absurda / Eu que faço parte da rotina de uma delas…”” Assim cantou Erasmo Carlos. A rigor, o amigo do Roberto estava coberto de razão!

Está no dicionário: mulher é companheira do homem, que Deus lhe deu para servir-lhe de auxílio; sua igual em todas as condições sociais, Gn 2.21-24. A mulher participa das mesmas graças que o homem e é herdeira das mesmas promessas, cf. Gl. 3.28, ocupando lugar de honra na Igreja. Hum… que dicionário é esse? Só pode ser o bíblico, ora!

A ‘libertação’ da mulher se deu já no século XIX, na Europa e Estados Unidos. No Brasil, temos uma maioria feminina, elas são 50,48% (ou mais!) dos eleitores. Se soubessem o poder que têm, já teriam tomado de assalto este país chamado Brasil… via voto democrático, claro! e posto ordem neste caos que ora vivenciamos. Mulheres são mais sensíveis … dúvida não há!

Que tal você ler a Parábola da Dracma Perdida?
Está lá em Lc 15.8-10. Que aprendemos nisso tudo?

1. Dois personagens dominam a parábola: mulher e dinheiro (dracma); o ser humano e o vil metal. A mulher não tem nome aqui. Bem poderia ser qualquer mulher do passado ou presente! O nome dela nos é omitido talvez porque isto serviria para ‘encaixar’ qualquer uma (um!) que fique triste ao perder alguma coisa – mesmo em casa.

Ficamos todos tristes ao perdermos algo. Ninguém quer admitir que a perda faz parte da vida, da concretude da vida; assim como o ganhar! Na perda há tristeza, mas no encontro e/ou re-encontro há fartura de alegria a tão grande ponto de se poder chamar as amigas (os amigos), vizinhas (e vizinhos!) e aos gritos de: “Alegremo-nos todas (todos!) porque achei a dracma perdida”, e daí pintar uma linda festa!

O que você tem perdido até agora? Uma dracma (apenas dinheiro?)… ou alguém que você ainda muito gosta? Um filho, parente, amigo … que você desde há muito tem uma enorme saudade que vai – aos poucos – tomando conta de sua mente, coração, estômago – o corpo todo, enfim. Eles não têm ainda a percepção de seus cuidados, de seu amor, é isso? Você tem chorado por esta perda? Muito mesmo? Pode ser que sim; ou não – Deus o sabe. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pelo romper da manhã – diz a Bíblia.

Afirma-se que quem muito ama, muito sofre. Será isso verdade? É na sua vida? Hum… temos que admitir que isso é dura realidade para milhões mundo afora… Todavia, veja você que ninguém nasce para sofrer a vida inteira. Não existe esta falsíssima estória de “maldição hereditária” – nunca houve em toda a teologia clássica. Não passa de invencionice de última hora de gente bem intencionada para ajudar, mas despreparada para tal.

Por isso, conclamo a você para sair desta tristeza sem-razão-de-ser. Conclamo você a dar-se outra oportunidade! Deixe suas ansiedades, medos e projetos aos pés de Cristo, aos cuidados d’Ele que tudo sabe e tudo pode transformar – até o mais duro dos corações…

“Vinde a mim todos os cansados e oprimidos e eu vos aliviarei; tomai sobre vós o meu jugo e aprendei demim que sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para as vossas almas, porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve (Mt. 11.28-30).

2. Dracma era dinheiro grego há mais de 3 mil anos. Foi substituido pelo Euro – moeda da Comunidade Econômica Européia, muito recentemente. O povo grego abriu mão de uma moeda milenar para dar lugar ao novo, ao inusitado, a algo que prometia uma prosperidade futura… e assim se fez, tarde e manhã!

O que você está abrindo mão hoje, agora, na sua cosmovisão meio distorcida da realidade. Você abre mão de seus preconceitos? De seus conceitos de ‘certo’ e ‘errado’? Hum.. às vezes, para recebermos o novo, o inusitado, o genial, a benção maior; temos, sim, de abrir mão do velho, do ultrapassado, do inoperante, daquilo que mais atrapalha a gente de um futuro melhor.

O novo assusta, o novo mexe e remexe com estruturas estabelecidas há muito tempo – o novo mete medo. Mas pode ser a salvação de sua alma, de seu espírito, de sua casa, enfim. Por quê não tentar o novo, por quê não se deixar invadir por uma nova mulher, um novo homem que clama, reclama e conclama por justiça, por paz interior, por plena realização? Tudo isso só pode vir do alto, do Deus eterno, poderoso para fazer infinitamente mais do que pedimos e merecemos…

Você está apegado à sua dracma? Você pensa que pode perdê-la? Hum… você pode bem ter uma surpresa: perdas e danos, achados e perdidos fazem parte da vida e acontecem a cada dia… quer você perceba isso ou não!

3. A parábola ainda fala de alegria nos céus quando um pecador, na terra se arrepende. Na verdade a parábola quer dizer: olha aí, se uma dona de casa se regozija com as amigas e vizinhas por uma dracma perdida que foi achada, quanto mais os anjos de Deus, nos céus, não vão se alegrar por um pecador que se arrepende. Arrependam-se vocês também – ainda hoje. Não continuem sendo ‘dracmas perdidas’. Vocês podem não ter uma mulher para procurar por vocês… Sejam, isto sim, Euros novos! dinheiro de grande valor! Como posso ser gente de valor, pergunta o leitor. Simples: começe por confessar a Jesus como Senhor de sua vida (Rm 10.9).

Finalizando: você leitor, pode ter um dia diferente… cheio de achados; não perdidos, alegrias; não tristezas; muitos Euros; não dracmas sem valor algum. Rogo-lhe que entre na Comunidade Globalizante dos Salvos em Jesus Cristo. Hum… soou meio ‘mundano’ isso aqui? Tem nada não! Você entendeu o que este escriba quis dizer. Você é inteligente.

Veritas et Vita
 

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*