Dardos inflamados

Autor: Wilson de Oliveira Carvalho
Efésios 6.16

Nos dias do Novo Testamento os dardos freqüentemente eram feitos com estopa embebida em substância combustível e então acesas. De modo que os escudos de madeira necessitavam de uma cobertura de couro a fim de extinguir o fogo rapidamente. O apóstolo Pulo sabia que as ciladas do diabo incluiam esses dardos inflamados, a saber, as línguas dos homens que agem como flechas, as setas da impureza, egoísta, dúvida, medo, desapontamento, que são planejadas pelo inimigo com o intuito de queimar e destruir. O apóstolo sabia que somente a dependência de fé em DEUS podia debelar e anular o efeito de tais armas, sempre que fossem atiradas no cristão. O problema mais profundo criado pela pecaminosidade humana não consiste do que se faz, e sim, do por que se faz. Por que o alcoólatra cede à tentação de beber? Por que o fariseu se mostrava orgulhoso? Por que todos nós somos vítimas dos “DARDOS INFLAMADOS DO MALIGNO”?

A resposta final não seria a falta de confiança em DEUS? O alcoolismo se pode explicar com base na insegurança, no temor e na culpa. Esse vício oferece um meio de escape às exigências da entrevista entre DEUS e o homem.E o escape, por sua vez, é um sintoma de ausência da fé. É preciso coragem para nos apresentar em juízo e enfrentarmos o nosso próprio “eu”. Somente a confiança no DEUS de amor – uma confiança como a que teve em seu pai o filho pródigo – pode vencer a covardia da incredulidade. E o alcoolismo é meramente uma ilustração relativamente clara de uma verdade maior.

A inveja e o orgulho, por exemplo, se originam da mesma raiz de ausência de confiança. O Senhor JESUS dirigiu sua parábola sobre o fariseu e o publicano “… A ALGUNS QUE CONFIAVAM EM SI MESMOS.. “(Lucas, 18:9).

Não há necessidade de outra comprovação mais vívida. Basta que se substitua a confiança no DEUS pela confiança própria, para que o orgulho apareça como resultado necessário. Nesse caso o “eu” julgando-se moralmente aperfeiçoado, transformam-se em um “deus”. E esse “deus” precisa ser protegido de todo e qualquer ataque, acima de tudo, de todo ataque contra a perda de estima própria. Daí se origina o orgulho. Mas a fé em DEUS indica a rendição do próprio “eu”. Até mesmo da parte dos aristocratas imorais, isso significa que ele deve reunir-se em coro à oração feita pelo publicano:

“O DEUS, SÊ PROPÍCIO A MIM, PECADOR”.

Por outro lado, a mesma coisa que se pode dizer acerca do orgulho, pode ser dito com relação a qualquer outro catálogo de pecados. A igreja cristã não poderia realizar um maior serviço aos homens de nosso período pertubado e desesperador, do que lhes estender novamente a graça da fé. A fé, por si mesma, é um dom. Nenhum evangelho de obras pode produzir tal resultado. A fé requer a mediação de uma estrutura de fé, a comunhão da confiança, na obediência. E é somente dentro da comunhão da fé que se pode destronar com segurança o deus falso do homem autônomo.

Á fé é o tesouro supremo, confiado aos cuidados do povo de DEUS, a igreja.

Sim, aprendemos que a fé é capaz de conquistar ( 1 Pedro, 5:9), de vencer o mundo (1 João, 5:4), e até msmo de derrotar o príncipe deste mundo, o maligno. (1 João, 5:18).

Por fim, cremos que a fé chama em nosso socorro a ajuda de DEUS. “PORQUE TODO O QUE É NASCIDO DE DEUS VENCE O MUNDO; E ESTA É A VITÓRIA QUE VENCE O MUNDO: A NOSSA FÉ”. (1 João, 5:4).

FONTES: Bíblia Sagrada
Livro: N. T. Interpretado

“O PODER INCOMENSURÁVEL DE DEUS REALIZA O QUE DEVE SER”

www.ejesus.com.br

1 Comentário

  1. medo de infartar mesmo sendo saudável, você consideraria um dardo inflamado do maligno/

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