A prática do dízimo – uma bênção ou um sacrifício

Autor: João Arantes Costa
“… e bendito seja o Deus altíssimo, que entregou os teus adversários nas tuas mãos. E de tudo lhe deu Abraão o dízimo”. Gênesis 14:20

A doutrina bíblica do dízimo – décima parte do nosso ganho para a Casa do Senhor – tem sido uma pedra no sapato de muitos crentes. Aceita-se, com relativa facilidade, doutrinas tais como: redenção, santificação, segurança. Quando se chega ao dízimo, dificuldades e desculpas são levantadas à prática dessa doutrina. Por que será que é assim? A Bíblia não é clara no assunto? O problema está em nós? Não temos dúvida alguma de que o problema reside em nós mesmos porque o dízimo é:

I – Uma questão de discernimento pelo Espírito Santo – Sendo a Bíblia de autoria do Espírito Santo, somente Ele pode nos levar à compreensão, ou discernimento das doutrinas da Revelação. Mas, então, por que nem todos os crentes são dizimistas? Será que o Espírito Santo não lhes dá o discernimento? Não! O Espírito Santo dá o discernimento, mas nós fechamos, deliberadamente, nossa mente e nosso coração a essa importante doutrina.

II – Uma questão de Submissão – Submissão é dependência. Precisamos ter consciência de que todas as cousas foram feitas por Deus, e é Ele mesmo que as mantém, inclusive a nossa própria vida e nossos bolsos. Vidas submissas implicam em submissão de todos os nossos bens, do contrário não é plena submissão, com diz Dr. Orr.

III – Uma questão de Consagração – Consagrar é separar para uso exclusivo do Senhor, e a prática do dízimo deve ser exercida nessa base. Quando de nossa salvação, o Espírito Santo separou-nos para o Senhor e nos fez mordomos de todos os Seus bens, colocados à nossa disposição para nossa sobrevivência e conforto. Por isso só entende e pratica o dízimo quem está seguro de sua salvação e exercita a sua consagração.

IV – Uma questão de fé – Se realmente nós cremos “que nosso Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir em Cristo Jesus, cada uma de nossas necessidades”, por que nos esquivamos em dar mais um passo de fé, em nossa vida cristã, na prática do dízimo?

V – Uma questão de Visão – Nós já temos dito, em pastorais anteriores, que dizimar para o Senhor é o melhor e mais rendoso de todos os investimentos e, somente o crente de visão, tem essa coragem de devolver a Deus dez por cento do que Ele lhe permitiu ganhar. Quando tocados pelo Espírito, levantamos os nossos olhos e contemplamos os campos brancos para a ceifa, sabendo que dizimar é ajudar outros a conhecer a Cristo e o conhecimento de Cristo é ajuntar tesouros no céu.

VI – Uma questão de fidelidade – Paremos um pouco e verifiquemos como Deus tem sido fiel no cumprimento de suas promessas para conosco. Será que estamos correspondendo a essa fidelidade de Deus, na prática do dízimo? Um dia perante a Igreja, e em nome da Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – prometemos fidelidade à pratica de todas as doutrinas bíblicas, inclusive, participação na manutenção do culto com os nossos dízimos e ofertas. Estamos sendo fiéis a essa promessa?

VII – Uma questão de temor – Temor neste contexto não significa medo, mas respeito. Pois bem, na prática do dízimo nós demonstramos respeito ao Deus Altíssimo que nos criou, nos salvou em Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, nos sustenta. Ninguém deve praticar o dízimo por medo de não ser abençoado, ou pensando em negociar com Deus. O dízimo deve ser praticado como ato de culto, de louvor, de ação de graças, de temor.

Esperamos que os amados irmãos parem, orem, e depois de meditarem neste verso de Malaquias 3:10 – “Trazei todos os dízimos à Casa do Senhor do tesouro, para que haja mantimento na minha Casa, e provai-me, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas dos céus, e não derramar sobre vós bênção sem medida”- decidam por si mesmos, sobre a prática do dízimo. Ele é uma bênção ou um sacrifício?

10 Comentário

  1. As ocorrências anteriores a Lei não apoiam o ato de dizimar,pois,se for por essa premissa,então teríamos que nos circuncidar,pois essa ordenança é anterior a Lei. Logo as ocorrências anteriores a Lei não apoiam o ato de dizimar,pois,se for por essa premissa,então teríamos que nos circuncidar,pois essa ordenança é anterior a Lei.
    Em Gn 14.20 vemos que o dízimo de Abraão se tratava de uma oferta voluntária,cuja a estipulação quantitativa foi 10% dos despojos,pois Abraão não estava sob a ordenança de Deus para dizimar quando assim procedeu.
    Vocês querem provas de que despojos não era,por via de regra,algo que por obrigaçao deva ser submetido a partilha do dízimo? Leiam Nm 31.27-30. aqui couberam aos levitas 2% da partilha dos despojos,logo,menos que 10%. Assim prova-se que Abraão deu 10% dos despojos por voluntariedade,e não pq Deus tenha exigido.

  2. Em busca da defesa do dízimo,vocês e outros doutrinadores tem buscado os mais estranhos conceitos,a ponto de ficarem ilhados naquilo que acreditam.
    O verdadeiro conceito do dízimo está em Nm 18.20,21 e 24. Esse texto prova que o dízimo era exclusivamente para o sustento dos levitas.
    O dízimo é antes de tudo HERANÇA, de tal forma que cobrar dízimos evocando a Lei ou Ml 3.10 sem ser um legítimo levita é impropriedade. Seria o mesmo que receber herança de outra pessoa.
    Se alguém hoje der dízimos tem que ser como oferta,jamais com o mesmo fundamento do dízimo a Israel.

  3. Fico triste em saber que os irmãos chamados em Cristo para a liberdade estãos sendo escravizados pela conciência,artificialmente implantadas pelos doutrinadores modernos neo-dizimistas ,que impõem com todas as técnicas de P.N.L. o temor das maldições e do devorador,citando Ml 3.8,9-11
    Cristo nos isenta da Lei e das maldições (Gl 3.10-13). Resta porém coerência em achar que o devorador possa atingir o cristão,pois se colocarmos a prova essa maldição,considerando a existência de um novo pacto e a morte de Cristo,o Seu sacrifício para os neo-dizimistas parece ter sido ineficaz.

  4. E O DÍZIMO DOS POBRES? Se os dízimos são uma ordenança de Deus para nós, pergunto: Em que igreja o pobre tem direito a partilha do dízimo? Segundo Lei,todo pobre tem direito de receber o dízimo.(Dt14.28,29)
    É lamentável a veêmente a cobrança dos dízimos aos pobres na maioria das igrejas evangélicas,a ponto de coagir diretamente ou indiretamente os desfortunados. Devemos lembrar que os dízimos eram de caráter estritamente de sustentação,não só aos levitas,mas também aos pobres para a manutenção da vida.
    O pobre evangélico nunca recebe o dízimo,pois para ele se pede uma segunda oferta,aquela que sobra dos bolsos dos ofertantes depois que já foram recolhidos os chamados “dízimos e ofertas”. Ora! Já que se valem da Lei,e se na mesma lei existia um ponto que visava prover os pobres,porque não o fazem?

  5. Para uma economia cuja base de sustentação é diferente do antigo Israel,o dízimo precisou sofrer adaptações. O dízimo passou a ser cobrado em dinheiro,os levitas e sacerdotes foram substituidos pelo alto clero e pelos pastores,e o templo de Jerusalém foi substituido pelas denominaçoes evangelicas.
    O fato é que nenhuma dessas modificações se encontra apoio bíblico.Nem sequer um indicativo plausível.
    Podemos perceber,por análise,que essas adaptações foram elaboradas,conforme o tamanho das conveniências dos líderes neo-dizimistas.

  6. E os contribuintes deixaram de ser as 11 tribos para serem os evangélicos,sejam eles pobres ou ricos,tendo possessões ou não.

    E se fossemos transpor o dízimo para hoje,os neo-dizimistas deveríam pelo menos verificar quais a s funções conforme a Lei,em substituição ao levita,teria direito a percepção dessa dádiva.
    Na antiga aliança,os dízimos tinham a finalidade de:
    Servir o sacerdote.(Nm3.67;18.2)
    Servir o povo.(2Cr35.3)
    Vigiar o santuário.(Nm18.3;1Cr23.3)
    Guardar os instrumentos e vasos sagrados.(Nm3.8,1Cr9.28,29)
    Cuidar dos dízimos e ofertas.(2Cr31.11-19;Ne12.44
    Fazer o serviço do tabernáculo.(Nm8.19-22)
    Desarmar,amarrar e carregar o tabernáculo.(Nm1.50,51;4.5-33)
    Purificar utensílios santos.(1Cr23.28)
    Ensinar o povo.(2Cr17.8,9;30,22;35,3;Ne8.7)
    Abençoar o povo.(Dt10)
    Guardar os portões do templo.(1Cr9.17-26;25.5;2Cr35.15;Ne12.35)
    Dirigir música sagrada.(1Cr23.5-30,2Cr12.13;Ne12.24-43)
    Por analogia,teríamos os seguintes cargos com direito a receber o dízimo: pastores,presbíteros,evangelistas,diáconos,tesoureiros,dirigentes,auxiliares de limpeza,manutenção,cantores,maestros e membros do coral,os responsáveis pela arrumação do culto,etc.
    Mas os líderes neo-dizimistas não fazem conforme a Lei que acreditam estar em vigor,pois se procedessem assim,o valor arrecadado seria fracionado demais.Por isso a arrecadação concentrou-se a uns poucos privilegiados do alto clero e aos pastores.

  7. Agora,porque o dízimo se concentrou somente ao alto clero eclesiástico e aos pastores?Não deveria TODOS os obreiros receber da partilha do montante Ddo dízimo arrecadado,assim como era na antiga aliança? Se o dízimo estivesse em vigor hoje, os neo-dizimistas estaríam restringindo o direito dos demais,portanto,estariam pecando debaixo dos olhos de Deus. ACASO,ROUBARÁ O HOMEM A DEUS???

  8. Não há nenhum versículo bíblico que indique que Deus permite o benefício do dizímo a quem quer que seja,que não seja da tribo de Levi.(exceto os pobres) Nenhum apóstolo,profeta ou evangelista recebeu o dízimo por ter executado o serviço eclesiástico.
    Nem mesmo apóstolo Paulo,que foi o maior evangelista,não tinha o direito de receber o dízimo,pois ele era da tribo de Benjamin,e não da tribo de Levi. Ninguém na bíblia recebeu dízimos sob pretexto de fazer a obra de Deus.

  9. Hoje os neo-dizimistas arrumam todo o tipo de pretexto para cobrarem o dízimo,objetivando fazer inúmeras coisas,como:evangelização,obra de Deus,melhorias na igreja,pintura,etc. No entanto,a finalidade do dízimo nunca foi essa,pois para a obra as ofertas devem ser voluntarias,nunca estipuladas.

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