A necessidade do perdão

Autor: J. Laurindo




Vivemos num mundo do "olho-por-olho e dente-por-dente". Infelizmente, alguns crentes têm praticado o mesmo. No lugar de usar o perdão Divino, aplicam aos que lhes ofendem a lei em toda a sua dureza e frieza. Essa é uma atitude não cristã. Jesus, ao observar como os homens da lei agiam para com os seus ofensores, disse: "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas” (Mt 6.14-15). Então, perdoar não é um ato opcional. Pelo contrário, é obedecer ao ensinamento de Cristo. Dessa forma, cada membro da Igreja tem que praticar o perdão. Como fazê-lo? Jesus não deixou nenhuma condição pré-estabelecida para a prática do perdão. Ele exige apenas que se perdoe. Então, como irmãos em Cristo, temos que perdoar todos os que nos ofendem. Sejam eles de dentro ou de fora da comunidade cristã. Perdoar não é fácil. É, porém, uma prerrogativa divina. Não podemos excluí-la de nosso viver.

Um dos problemas mais sérios que encontramos no meio das Igrejas é quando um irmão, além de não perdoar os erros do outro, leva o caso para a justiça do mundo. A Palavra de Deus é radicalmente contra tal atitude. O apóstolo Paulo questiona: "Mas vai um irmão a juízo contra outro irmão, e isto perante incrédulos" (l Co 6.6)? Aí está o problema. Quando surge qualquer litígio entre um irmão e outro, não se deve, de forma alguma, levá-lo às barras da justiça deste mundo. Essa é limitada e imperfeita. A única justiça perfeita e verdadeira é a Divina. Quando um juiz ímpio recebe uma causa relativa a um conflito entre crentes, isso se torna um escândalo. Geralmente, esse juiz pergunta: "Porventura não há como resolver esse problema entre vocês?”

Às vezes, propositadamente, abandonamos a orientação da Palavra de Deus para resolvermos os problemas entre os irmãos na fé. Entre a justiça de Deus e a do mundo, escolhemos esta última. Agindo assim, estamos dizendo que não temos capacidade espiritual para resolver nossos próprios conflitos. Deus não se agrada disso. Mais uma vez, o ensino de Jesus é: "se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas” (Mateus 6.15). Qualquer coisa fora disso é engano. É falso cristianismo. É desobediência à voz de Deus.

Devemos, sinceramente, pedir perdão ao Senhor pelos erros que cometemos no passado e, doravante, agir em conformidade com os Seus estatutos, perdoando uns aos outros. Se temos uma causa na justiça contra qualquer irmão, é bom que repensemos até que ponto estamos sendo leais aos ensinos de Cristo. Por que "ir ao tribunal contra outro irmão" (l Co 6.6)? Será que os juízes deste mundo são maiores e mais sábios que Deus? Acatemos o ensino do apóstolo Paulo: "Se vocês têm questões relativas às coisas desta vida, designem como juízes os que são da igreja, mesmo que sejam os menos importantes … Acaso não há entre vocês alguém suficientemente sábio para julgar uma causa entre irmãos" (l Co 6.4,5, NVI)?

Que aprendamos a perdoar! Isso é o que está no coração de Deus. Essa é a nossa necessidade. Só assim poderemos orar: "Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores" (Mt. 6.12).

Para tanto, que o Senhor tenha misericórdia de nós!

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